Escrevendo, endo, endo Pt. 2

Pwnado em uma revisão rápida pelo pessoal da Bird, vou dar continuidade e tentar fazer algo melhor que a primeira.

Considerando que os textos da prova têm caráter unicamente motivador, redija uma dissertação, apresentando argumentos que se contrapanham à seguinte concepção de tempo expressa pelo poeta clássico Ovidio: o tempo, esse devorador de coisas.

Implacável e não fazendo destinção alguma daquilo que leva consigo, o tempo é um carrasco paciente. Traz a morte as pessoas que vivem; às cidades, ruínas; às culturas e costumes, o esquecimento. As vezes recebe ajuda de algum fator externo, como o clima que desgasta construções e doenças que encurtam a vida. Entretanto, há sempre os que buscam amenizar a sua passagem de qualquer forma: plásticas são feitas para se esconder a idade, fotos são tiradas para guardar os momentos que se foram, as tradições se repassam por gerações e até mesmo renovações ideológicas surgem.

Na tentativa de fazer com que acontecimentos bons ou ruins fiquem registrados, o homem faz seus filmes, tirou suas fotos e escreve a respeito, sempre buscando repassar essas informações a gerações futuras. A mídia e os livros são certamente as melhores armas já utilizadas contra esse vilão cauteloso, pois através delas podemos rever, aprender e guardar a história do mundo e da humanidade, mesmo que grande parte deste acervo se perca pelos mais variados motivos ou ação do tempo.

A passagem dos anos é também uma grande inimiga daqueles que gostam de preservar uma boa aparência, uma vez que, juntamente com a gravidade, a idade tem o poder de deformar os traços corporais. Porém, novamente soluções foi encontrada para atrasar esse processo: cirúrgias plásticas, aplicações de botox, todos com propósito de manter a beleza e a forma por mais anos. Mesmo estes metódos sendo provisórios, satisfazem os que deles usufruem.

Já no que diz respeito a questão socio-política, o deus Chronos – nome dado ao tempo na mitologia grega – funciona como agente renovador. Traz consigo novas ideologias, tendências e torna pequenos os conflitos antigos, deixando pensamentos obosoletos que atrasam o mundo de lado. A exemplo temos o fim do Medievalismo e o surgimento do Renascimento, onde mais uma vez foi exaltada a razão em meio a todos os paradigmas e imposições existentes. Porém essas renovações apresentam um caráter incerto, porque não se pode prever as suas consequências, se serão boas ou não.

Em sintonia com esses fatos, o tempo pode sim ser um “devorador das coisas” como afirmava o filósofo, entretanto, muitas foram as maneiras encontradas pelo homem para desacelerar suas ações, ou mesmo as invalidar, embora uma delas se apresenta até o momento incapaz de ser detida: a morte.

Então, dei uma lida nessa e pareceu estar bem melhor que a primeira (das quais recebi boas críticas, via msn e pans). Mas uma vez espero que me ajudem. :)

Sobre Glauber

Eu não venho de Marte nem algo do tipo. Mas eu sei que alguma coisa em mim não é desse mundo... Ver todos os posts de Glauber

2 Respostas to “Escrevendo, endo, endo Pt. 2”

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